Associe-se | Área do Associado

25 anos de tradicionalismo

Departamento Tradicionalista do Clube Juvenil completou seu vigésimo quinto aniversário neste ano (Foto: Divulgação)

Dos mais guris aos mais viventes, a tradição segue sendo repassada de geração em geração. Em 2018, a história do Departamento Tradicionalista do Clube Recreativo Juvenil escreve um capítulo marcante. O 25º aniversário do departamento é comemorado com laços de gratidão. Ao longo de sua trajetória, o DTJ, como é conhecido, contou com a dedicação de incontáveis integrantes. As histórias dos participantes se entrelaçam à existência do grupo. Atualmente, o DTJ conta com mais 300 integrantes envolvidos em todas atividades realizadas pelo grupo.

História

            No início da década de 1990, um baile chamado “Rio Grande Nativo” era realizado uma vez por ano no Clube. Devido a participação maciça de público, a entidade iniciou os trabalhos do grupo artístico de danças estilizadas. As coreografias eram ensaiadas para apresentações em eventos culturais. Em 1992, iniciaram os cursos de danças tradicionalistas. Na época, a oficina, que era realizada duas vezes ao ano, chegou a registrar o número de 132 pares em uma única edição.

A partir daí, surgiu a ideia de oferecer as danças tradicionais com invernadas no Clube. De acordo com o presidente da gestão de 1993 a 1997, Vilson Rizzo, a implantação de grupos tradicionalistas em clubes sociais era incomum na época. “Foi um pioneirismo. A iniciativa deu certo e está aí até hoje”, conta.

O primeiro patrão do DTJ, Ivar Basso, explica que o Departamento Tradicionalista foi desmembrado do Grupo Folclórico de danças estilizadas que existia na época, com os coordenadores Juares Milani e Ayres Lusa.

 

Títulos históricos

Um dos títulos mais marcantes do DTJ foi obtido pelo chuleador Luís Otávio Vieira.  O integrante conquistou o primeiro lugar estadual na categoria Chula Adulta do ENART (Encontro de Artes e Tradição Gaúcha). Segundo Ivar Basso, um dos motivos de Luís conquistar o primeiro lugar, com apenas 15 anos na época, foi um incentivo especial. Como forma de homenagem a sua mãe, que faleceu após ser diagnosticada com uma doença grave,  Luis Otávio trouxe o título de campeão de chula do ENART, em Santa Cruz do Sul.

“O público ficou sabendo de alguma forma da história dele. Todo mundo ficou muito comovido. Na época as competições tinham muito mais participação de público do que hoje. Foi um fato inesquecível. Ele ensaiava incansavelmente, duas vezes ao dia”, relembra Basso.

Outro chuleador que também que fez história no DTJ foi Gabriel Maciel. O integrante do grupo tradicionalista do Juvenil também levou para casa o título estadual de chula adulta. Um dos principais e primeiro títulos de grande relevância do DTJ, foi do o Conjunto Vocal “Canta Coração”, que garantiu a primeira colocação em 1999 no ENART.

A grande quantidade de títulos vencidos pelo DTJ na época gerou um apelido ao grupo. Em participações em rodeios e festivais nacionais e até fora do Brasil, o departamento ficou conhecido como “papa tudo”.

“Assim que nós chegávamos aos rodeios, o pessoal já comentava “chegaram os papa tudo”. A época foi muito marcante para todos nós”, conta Ivar Basso.

De acordo com o patrão do DTJ, Silvio Thomé, a tarefa de ser patrão do departamento envolve muito empenho, dedicação, mas que no fim, todo trabalho é gratificante. “Cada patrão teve sua história e contribuição para o DTJ. Fizemos esse trabalho com muito amor. Esperamos que o tradicionalismo seja incentivado por muito tempo dentro do Juvenil. É uma honra fazer parte deste departamento com tanta história”, contou Thomé.

Patrão do DTJ de 2001 a 2002 e atual presidente do Clube Recreativo Juvenil, Juarês Fassini conta que em sua gestão a primeira invernada adulta do grupo foi formada. O grupo foi composto por alguns integrantes das primeiras invernadas do DTJ, que atingiram a idade limite para fazer parte das invernadas pré mirim, mirim e juvenil.

“As invernadas já estavam formadas e nós prosseguimos dando melhorias a elas. Incentivamos às categorias individuais e além dos ensaios semanais, participávamos de rodeios no fim de semana”, conta Fassini.

Histórico de patrões

1993 – Juares Milani (coordenador do Grupo Folclórico)

1994 – Aires Luzza (coordenador do Grupo Folclórico)

1995 – 1998 – Ivar Basso

1999 – 2000 – Roberto Luiz Duarte Maciel

2001 – 2002 – Juarês Fassini

2003 – 2004 – Jorge Almeida

2004 – 2005 – Neri Vieira

2006 – 2007 – Joares Vieira

2007 – 2008 – Isaias G. Rosman

2009 – 2013 – Paulo Roberto Rosa

2013 – 2017 – Carlos Alberto Souza Alves

Patrão atual – Silvio Thomé

O DTJ em 2018

O fim do ano de 2018 terminou agitado para o DTJ. Os cafés campeiros do grupo agitaram o Parque dos Viajantes, em edições mensais. De acordo com a patronagem do DTJ, os eventos devem prosseguir sendo realizados uma vez ao mês em 2019, devido ao sucesso de público nas últimas edições. Um dos destaques  da programação do mês de setembro foi o show com o Grupo Minuano, reunindo cerca de 500 pessoas.

O 3º lugar na categoria “Danças tradicionais” da invernada pré mirim no  2º Festival Artístico Pré Mirim (Premiart), em Venâncio Aires, foi um dos destaques do segundo semestre do DTJ.  No mesmo festival, o grupo da entidade também conquistou a 4º colocação na categoria “Dança de Salão”, com a representação de João Gabriel Trilha e Ana Laura Valendorf Borba.

João Gabriel Trilha e Ana Laura Valendorf Borba tiveram resultados expressivos em 2018 (Foto: Luciane Bueno)